Login

Arquivos em 'Mercado' Category

Tecnologia no plantio da cana-de-açúcar

sexta-feira, 07/11/2008

Sei que a automação da lavoura não é um dos fortes do mercado de cachaça artesanal, até porque o processo – como o proprio nome diz – é artesanal. Porém com o crescimento do mercado e o aumento dos volumes produzidos, torna-se necessário a implementação de algumas práticas mecanizadas que em nada prejudicam a qualidade final da cachaça.

Um dos setores em que a tecnologia já está presente há algum tempo é o de mudas e o desenvolvimento de espécies de cana-de-açúcar que vem a atender necessidades diferenciadas de cada produtor ou região.

Esta semana foi publicado que a Syngenta, empresa multi-nacional de produção de sementes e defensivos, desenvolveu uma tecnologia para o plantio da cana que diminui em mais de 80% o tamanho das mudas utilizadas para o plantio / replantio da lavoura. De comos com 30 ou 40 cm, passamos a ter uma única gema com apenas 4 cm!!! Isso realmente representa um ganho de qualidade e agilidade no processo – pelo menos em teoria – impressionante.

Juntamente com essa nova tecnologia, chamada Plene, apresentada inicialmente para usineiros,  foi divulgado o desenvolvimento de novos equipamentos (plantadora) em parceria com a John Deere, tradicional fabricante de tratores.

Realmente não posso avaliar se esta tecnologia vai ser proveitosa para o mercado da cachaça, pelo menos para os produtores de cachaça artesanal, mas que reduzir o custo de plantio em mais de 15% chama a atenção de qualquer um, isso chama.

Cachaça na Oceania

domingo, 02/11/2008

Em sua coluna de hoje no Estadão, a Sonia Racy publicou uma nota que para a maioria dos leitores vai passar batido, mas para nós, cachaceiros de plantão, não podia passar em branco.
Segundo a nota, o jornal aussie Sunshine Coast Daily publicou que os primeiros colonizadores da Australia comemoraram a chegada em terra firme com cachaça, e não com rum, como ensina os livros de história da terra dos cangurus.
Vou pesquisar mais sobre o tema e prometo publicar qualquer novidade.

Entrevista com Alejandro Robaina

sexta-feira, 10/10/2008

Os não aficcionados provavelmente não devem saber que é Alejandro Robaina, porém qualquer apreciador de um bom puro que se preze, tem a obrigação de conhecer essa figura emblemática do mercado de charutos.

Na Gazeta Mercantil de hoje saiu uma entrevista com o mestre cubano. Um papo informal onde ele tranquiliza os fumadores de plantão. Mesmo que ocorra a abertura do mercado norte americano aos produtos cubanos, há charutos para todos.

Clique na imagem para ter acesso ao PDF com a entrevista completa.

Boa fumaça.

Cachaça na TV

segunda-feira, 06/10/2008

Neste fim de semana foi ao ar um programa do qual participei na Rede Record de Televisão. Tá certo que é um programa de auditório, cheio de claques e em alguns momentos de gosto um pouco duvidoso. Mas é realmente muito bom poder contar com um espaço em um veículo de comunicação de massa, em rede nacional, para divulgar a cachaça e a atividade de um cachacier. Abaixo o link (ou clique na imagem) onde podemos assistir o primeiro bloco do programa. Minha participação foi no final deste bloco, mais exatamente ao 12:45 min de programa. Quem não estiver com paciência, por favor adiante até lá. Abraço.

O Melhor do Brasil – Os Profissionais – 04/10/2008

Mais Cachaça Na Mídia

terça-feira, 30/09/2008

Muitos já devem ter visto, alguns ainda não. Hoje saiu uma matéria no jornal Gazeta Mercantil que versa sobre a produção artesanal de cachaça. Fui um dos entrevistados juntamente com o Guto Quintella, da Cachaça da Tulha. Com direito a uma foto bem grande que foi tirada no balcão do Bar Birô, na Rua Vergueiro em São Paulo – muito obrigado ao Arnaldo e à Fátima que me receberam para a foto.

Faço somente uma observação: na foto da cachaça Havana, quem aparece é Roberto Santiago, neto de Anísio e autor do livro “O Mito da Cachaça Anísio Santiago”, e não o Sr. Oswaldo, atual responsável pela produção da Havana / Anísio Santiago. Vocês podem ler o blog do Roberto no link ao lado. Vale a pena.

A matéria ficou muito boa e exemplifica bem a sofisticação que a cachaça vem desenvolvendo nos últimos anos e a preocupação e cuidado que os produtores estão dedicando aos seus produtos, sejam eles para o mercado nacional ou para exportação.

Clique na imagem acima para ver a matéria na íntegra, ou neste link para versão só texto.

Reconhecimento Internacional: Cachaça X Rum

quinta-feira, 25/09/2008

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos produtores para entrar no mercado Norte Americano é a classificação de nossa cachaça como “Brazilian Rum”, classificação que deve constar no rótulo da bebida, descaracterizando assim nosso produto.

A briga para que a cachaça seja reconhecida internacionalmente como produto genuinamente brasileiro não é nova, no Brasil, a Cachaça é protegida por Decretos e Instruções Normativas, mas um projeto de lei (PL 1.187/2007), pode dar força ao processo de reconhecimento internacional e trazer um resgate histórico, cultural e econômico para o agronegócio brasileiro. Além deste projeto de lei o IBRAC e o SEBRAE firmaram um convênio para que a cachaça seja reconhecida como “Cachaça” e não “Brazilian Rum” nos EUA.

Para entender o tamanho do problema é primeiro preciso saber qual a diferença entre o Rum e a Cachaça: o rum é feito a partir do melaço e pode ser produzido durante todo o ano. Já a cachaça é destilada do mosto fermentado da cana, obedecendo a safra agrícola. Além dessa diferença, características peculiares de cada produto são evidentes mesmo para quem não é um especialista no assunto.

Porém as leis norte americanas não fazem esta diferenciação, a legislação norte americana classifica as bebidas alcoólicas com base na matéria-prima. Como a descrição do rum, na legislação americana é muito ampla, e tanto a Cachaça com o Rum são bebidas provenientes 100% da cana-de-açúcar.

Esse longo processo tem sido assunto constante na pauta das reuniões do Instituto Brasileiro da Cachaça IBRAC, da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça e demais entidades de classes e fóruns de discussão que buscam a solução desse entrave.

A Lei que está em discussão no Congresso é de autoria do deputado Valdir Colatto e regulamenta a produção e estabelece normas para comercialização da bebida.

Espero que essas questões sejam rapidamente resolvidas para que nossa cachaça possa, enfim, conquistar o mundo!

Fonte: IBRAC – Instituto Brasileiro da Cachaça

Até pesquisadores e especialistas se confundem…

quarta-feira, 24/09/2008

Hoje estava lendo um artigo publicado no site da USP que falava sobre o concurso para escolher a “melhor cachaça do Brasil” que vai ocorrer durante o VII Brazilian Meeting on Chemistry of Food and Beverages (BMCFB), em Lorena/SP, que comentei aqui há algumas semanas [VEJA AQUI].

Porém o que me chamou a atenção foi a história da criação do Laboratório para o Desenvolvimento da Química da Aguardente (LDQA), fruto da necessidade analisar quimicamente destilado nacional através dos mesmos testes e nos mesmos padrões que são analisadas outras bebidas como o uísque, o rum e o vinho.

É neste pedaço que o professor Douglas Wagner Franco, do IQSC, idealizador do concurso, faz uma pequena confusão. Ele menciona que “a bebida feita do melaço, a cachaça, é diferente daquela feita do caldo de cana, a aguardente”, quando na verdade não é nenhuma das duas coisas. A bebida produzida do melaço é o Rum, tanto a cachaça quanto a aguardente de cana são produzidas pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, porém com algumas diferenças, pois a aguardente de cana pode também ser obtida do destilado alcoólico simples da cana-de-açúcar, ou seja, álcool com graduação superior a 54% vol e inferior a 70% vol a 20ºC. Enquanto a cachaça deve possuir “características sensoriais peculiares”. [vide a instrução normativa nº 13 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que aprova o anexo do do Decreto nº 2.314, de 4 de setembro de 1997, onde consta Regulamento Técnico para a Fixação dos Padrões de Indentidade e Qualidade para Aguardente de Cana e para Cachaça].

Existe uma “cachaça” (pela lei não poderia ser chamada assim) que era feita do melado, um pouco diferente do melaço, que é a Armazém Vieira, da qual pretendo falar aqui e já indiquei em minha coluna no Programa Noite Noir. Quem for à Florianópolis/SC não pode deixar de conhecer. Eu fui.

Textos publicados – retrospectiva

segunda-feira, 22/09/2008

Há algum tempo tenho publicado alguns textos por aí. Sempre com algum tema que aborda a cachaça de um ponto de vista difereciado, seja através da cultura popular, da geografia ou da música, são textos gostosos de ler e com algumas informações interessantes (modéstia à parte). Vou começar pelo primeiro texto que publiquei no site Charutos & Bebidas, que fala da cachaça produzida no Nordeste do Brasil.

Alguns textos, inclusive, foram escritos à quatro mãos com meu amigo Celso Nogueira.

“A Cachaça Nordestina Cristalina”

The San Francisco World Spirits Competition 2008

quarta-feira, 20/08/2008

Ontem, revisando alguns emails achei uma notícia já um pouco antiga, de abril, que inexplicavelmente deixei passar sem publicar aqui. É sobre a competição anual de bebidas destiladas de São Francisco 2008 (The San Francisco World Spirits Competition 2008). A competição aconteceu no tradicional Mandarin Oriental Hotel, em São Francisco, Califórnia, nos dias 15 e 16 de março. Mais de 800 marcas de 63 países participaram, o que torna esta competição a maior das Américas.

Weber Haus Silver

As surpresas desta edição são a ausência das grandes aguardentes industriais como 51 e Pitú, a presença cada vez maior das cachaças artesanais como a Água Luca, Cuca Fresca e Weber Haus Silver, que merecidamente ganhou o prêmio “Best in Show – White”, ou seja, foi eleita a melhor bebida na categoria de “destilados brancos” dentre todos os participantes da competição, concorrendo com rums, vodkas, grappas e outros destilados, merecendo o reconhecimento especial do júri juntamente com o Highland Park 12 year old Single Malt Scotch – Best in Show Whiskey; o Loujan 1979 Armagnac – Best in Show Brandy; e o Domaine de Canton Ginger Liqueur – Best in Show Liqueur.

Mais uma vez vou citar e chamar a atenção dos produtores e distribuidores para o espaço que a cachaça vem adquirindo no mercado americano. Espaço este que não está sendo devidamente ocupado uma vez que ainda é extremamente difícil encontrar boas cachaças em bares, restaurantes e “liquor stores” em solo norte-americano.

Abaixo segue uma relação completa da categoria “White Spirits – Cachaça”.

The San Francisco World Spirits Competition 2008 – White – Cachaça:
- Double Gold Medal: Best of Show – White Spirits, Weber Haus Silver Cachaça, Brazil [40%]
– Double Gold Medal: Cuca Fresca Cachaça, Brazil [40%]
– Double Gold Medal: Bossa Cachaça, Rio de Janeiro, Brazil [40%]
– Gold Medal: Água Luca Cachaça, Brazil [40%]
– Gold Medal: Leblon Cachaça, Brazil [40%]
– Gold Medal: Fulô 1827 Cachaça, Brazil [40%]
– Silver Medal: Cachaça 21 Cachaça, São Paulo, Brazil [40%]
– Silver Medal: Dona Carolina Cachaça, Brazil [40%]
– Silver Medal: Moleca Silver Cachaça, Rio de Janeiro, Brazil [40%]
– Silver Medal: Ypióca Cachaça Ouro, Brazil [39%]
– Silver Medal: Ypióca Cachaça Prata, Brazil [39%]
– Silver Medal: Cuca Fresca Pura Gold Cachaça, Brazil [40%]
– Silver Medal: Guapiara Cachaça, Prata, Brazil [40%]
– Silver Medal: Sagatiba Cachaça, São Paulo, Brazil [40%]
– Bronze Medal: Moleca Gold Cachaça, Rio de Janeiro, Brazil [40%]

Dia do Garçom

segunda-feira, 11/08/2008

Hoje, 11 de agosto, é Dia do Garçom. Só me cabe prestar uma singela homenagem à este profissional que nos serve, nos escuta, ouve reclamações, quebra galhos, enfim, torna nossa vida mais cômoda e agradável.

À você que é chamado de garçom, chefia, companheiro, amigo, camarada, e, às vezes até de “psiu”, meus parabéns e meu muito obrigado.

FELIZ DIA DOS GARÇONS !