Hoje foi ao ar a segunda coluna sobre cachaças que estou fazendo dentro do programa Noite Noir no Canal de São Paulo. A Dica de Cachaça é a que falei anteriormente gravada na Frangaria.
A qualiadade do vídeo está sofrível, ou melhor, abominável. Foi gravado caseiramente em um VCR (vídeo-cassete, VHS, lembra?) que não foi usado provavelmente nos últimos 5 anos. O audio quebra o galho. Prometo em breve as colunas com uma qualidade decente.
Já está lá no Charutos & Bebidas minha mais recente coluna sobre cachaças. Desta vez ela trata de um tema “de fora da garrafa”, os nomes e rótulos das aguardentes.
São detalhes que levam muitas pessoas a montarem verdadeiras coleções, e são no mínimo bastante curiosos e divertidos.
Que o mercado internacional adora uma cachaça, isso nós já sabiamos. Já conheciamos também algumas cachaças que são produzidas aqui no Brasil, mas suas marcas são de origem estrangeira e o produto é somente comercializado lá fora – já falei de algumas delas aqui.
A novidade agora é que essas marcas estão de olho no mercado nacional. A Sonia Racy publicou hoje na sua coluna “Direto da Fonte” no Estadão que a Cachaça Leblon está chegando ao Brasil. O produto é interessante, mas pelo tour que ele faz pela Europa para descansar em tonéis de carvalho na região de Cognac, na França, ela deve chegar ao país por um preço exorbitante.
Durante os últimos anos tenho acompanhado o trabalho que a Cachaça da Tulha vem fazendo para consolidar sua marca no mercado. Além, é claro, de um ótimo produto grandes esforços nas áreas de vendas e marketing foram realizados para consquistar a posição que ela tem hoje.
Pois tanto esforço foi recompensado. A Cachaça da Tulha Única foi eleita pela revista Prazeres da Mesa como a “Cachaça do Ano”.
Para quem ainda não conhece – e não sabe o que está perdendo – a Única é a primeira cachaça “blended” do Brasil. Seu propietário, Guto Quintella, juntou três profissionais, o barman Derivan de Souza, o sommelier Manoel Beato e Maria José Miranda, diretora da ABRABE, para desesevolver um blend à partir de diversos lotes de sua reserva especial, envelhecidos em diferentes madeiras. O produto final ficou com: 70% de cachaça envelhecida em carvalho americano, 12% em jequitibá, 12% em carvalho antigo, 3% em amburana e 3% em bálsamo.
O resultado é uma cachaça suave e amadeirada, boa para ser degustada tanto gelada como ao natural, e excelente para acompanhar um bom charuto.
Se você ainda não provou, não perca tempo, vá já buscar a sua antes que seja tarde, pois foram engarrafadas somente 1.200 unidades da Única.
A segunda dica de cachaça apra o Noite Noir foi gravada em um bar-restaurante que eu não conhecia. Trata-se do Frangaria na Vila Olímpia. O lugar é amplo, possui um ótimo jardim, e uma boa variedade de cachaças.
A escolhida da vez foi a Vale Verde, 1ª colocada no último ranking da Revista Playboy de Abril de 2007.
A Frangaria possui uma cozinha excelente com destaque para seu frango desossado com polenta frita – crocante por fora e cremosa por dentro – muito boa!
Quinta passada gravamos minha primeira participação no Noite Noir. Fomos ao Pero Vaz, na Vila Madalena.
O cardápio de cachaças é básico, porém muito correto. estão presentes cachaças tradicionais como a Espírito de Minas, a Seleta e a Salineira. O mito Anisio Santiago não poderia deixar de marcar presença junto com a Maria da Cruz – de propiedade do Vice-presidente da República.
Porém o destaque são algumas cachaças que não constam no cardápio. Algumas preciosidades estão escondidas pelas prateleiras. Fique de olho!