Arquivos em jul/2008
quinta-feira, 31/07/2008
Alguns vão achar que estou de gozação, pois os posts sobre cervejas estão começando a ter uma certa regularidade aqui. Mas não é nada disso. Acontece que o mercado de cervejas premium – ou como estão começando a chamá-las: cervejas gourmet – está em plena ebulição. São diversos lançamentos sobre os quais devo falar aqui durante este mês.
Desta feita vou falar sobre as cervejas da Colorado, de Ribeirão Preto. Está chegando às gôndolas as cervejas Cauim (Pilsen), Appia (Weissbier) e Índica (India Pale Ale). As cervejas possuem alguns diferenciais em sua composição, por isso o dito “toque de brasilidade”. A Cauim tem o sabor inconfundível da mandioca brasileira. A Appia Colorado tem no mel sua diferença, o que lhe confere mais corpo e suavidade. Este toque adocicado ganha ainda mais destaque quando bem gelado, podendo ser acompanhado por com uma fatia de limão ou laranja presa à borda do copo. Já a Indica, com maior teor alcoólico, 7% nasceu campeã: eleita “Cerveja do Ano” pela revista Prazeres da Mesa, é do tipo Indian Pale Ale (IPA), autêntica representante do estilo inglês de alta fermentação. A adição da rapadura na sua fabricação foi uma sugestão do cervejeiro e escritor americano Randy Mosher, uma das maiores autoridades em cervejas alternativas. As cervejas Colorado já podem ser encontradas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. Em São Paulo a distribuição teve início nos bares Anhanguera, Torlulla e Frangó e na Casa Santa Luzia. No Rio de Janeiro, acaba de chegar às prateleiras da rede de supermercados Zona Sul.

Todas as três vão muito bem como uma cachacinha. Tanto a Cauim – que devido ao leve sabor de mandioca combina muito bem, quanto a Appia, que por sua doçura e leveza fazem um contraponto delicioso com a cana, são perfeitas para a harmonização. A Indica apesar de casar perfeitamente com as aguardentes, exige um pouco mais de atenção e exclusividade em função de sua maior graduação alcoólica, mas com a adição da rapadura fica impossível não associá-la às melhores cachaças premium do país.
Para saber sobre os principais Pontos de Vendas e Distribuidores no País acesse: www.cervejariacolorado.com.br
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terça-feira, 29/07/2008
Como vocês já devem saber faço uma coluna sobre cachaças no programa Noite Noir, de meu amigo, o apresentador Rui Minharro. A novidade é que agora o programa pode ser acompanhado ao vivo pela Internet. Basta clicar na imagem abaixo. Agora não tem mais a desculpa de não ser assinante da TVA para não assistir ;-).
Noite Noir
Canal de São Paulo (canal 18 da TVA). – AGORA TAMBÉM NA WEB. AO VIVO.
Sextas-feiras às 23h00
Terças-feiras às 23h00 (reprise)

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quinta-feira, 24/07/2008
Hoje me deparei com uma notícia no portal cybervida, sobre as cervejas mais caras do mundo. Realmente os preços são exorbitantes, porém as cervejas dever ser fantásticas. Não tive a sorte de provar nenhuma delas, porém já tomei outras cervejas da Samuel Adams, a Samuel Adams Boston Ale, que é uma Ale clássica porém um pouco mais refinada (segundo o produtor). Possui toque de caramelo maltado combinado com especiarias. Muito boa.
Outro ponto que chama a atenção, além dos preços, é o cuidados com as embalagens. Uma vem numa caixa de madeira, a outra tem uma garrafa de cobre e outra, um pouco mais simples, uma garrafa com tampa.
Abaixo as informações.

Vielle Bon Secours
Esta é a cerveja mais cara do mundo, custa aproximadamente US$ 1.000,00 a garrafa, o que vai dar um custo de aproximadamente US$ 300 a tulipa. Ela só pode se encontrada em um bar chamado Bierdrome, em Londres.

Samuel Adams’ Utopias
Esta cerveja é feita pela Boston Beer Company utilizando o nome de um dos pais do Estado Norte Americano, Samuel Adams. Ela está em segundo lugar na lista das cervejas mais caras do mundo ao custo de US$ 100 por garrafa de 700ml, ou, US$ 50 a tulipa. Ela é vendida em embalagens de cobre que lembram os fermentadores que são utilizados há centenas de anos por cervejeiros.
Seu índice alcoólico é de 25%, tornando-a a cerveja mais forte do mundo (listada no livro Guinness de Recordes). O processo de fazer esta cerveja pode levar até 12 anos, dando a ela ricos sabores. Diz-se que a produção é limitada à 8.000 garrafas por ano.

Tutankhamen Brew
A receita com que esta cerveja é feita é baseada em um método descoberto por um time de arqueologistas/egiptologistas da Universidade de Cambridge no Templo do Sol, da Rainha Nefertiti, no Egito. Acredita-se que a fermentadora encontrada em uma das quinas do templo foi feita pelo Rei Akhenaton, pai do Rei Tutancâmon. Era neste local também que os Rei e a Rainha faziam seus rituais de adoração.
Os arqueologistas procuraram auxílio de cervejeiros escoceses, e a cerveja é feita no laboratório da Universidade de Cambridge, ao custo de US$ 52 por garrafa. A produção é limitada e numerada.
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quinta-feira, 17/07/2008
Alguns livros foram adicionados e outras informações foram corrigidas. Bem, é uma boa referência. Sem falsa modéstia digo que em poucos lugares se encontra uma bibliografia como esta.
A presença da cachaça na literatura brasileira sempre foi intensa, isso todos sabemos. Mas faz alguns anos que diversos livros especializados em nossa bebida têm chegado constantemente às prateleiras das livrarias – e à minha prateleira, certamente. É sobre esta categoria de livros – principalmente – que escrevo.
Resolvi relacionar alguns do livros que possuo e acho importantes para qualquer apreciador que queira conhecer um pouco mais. Ainda acredito que tratando-se de cachaça a experiência é a melhor escola, porém um bom livro pode servir de guia em viagens, compras e degustações.
Abaixo a minha lista com observações sobre cada um. Alguns podem ser encontrados em livrarias, outros, provavelmente só em sebos. Boa leitura.
• Fabricação Artesanal da Cachaça Mineira
José Carlos G.M. Ribeiro
* extremamente técnico
• O Essencial em Cervejas e Destilados
José Ivan Santos e Robert Dinham
* apesar de não ser específico sobre cachaça, é bem interessante
• Prelúdio da Cachaça
Luís da Câmara Cascudo
* indispensável, é a bíblia.
• Cachaça – Prazer Brasileiro
Marcelo Câmara
* primo de Câmara Cascudo. A cachaça provavelmente estava na água do batismo.
• Álcool Etílico – Da Cachaça ao Cereal
Luiz C.H. Macedo
* técnico porém esclarecedor.
• Guia Oficial da Cachaça – Anuário Brasil 2005
* farta relação de produtores de todas as regiões do país
• Cachaça – Um Amor Brasileiro
Alessandra Garcia Trindade
* livro muito bonito. Para deixar na mesa da sala.
• Cachaça Artesanal – Do Alambique à Mesa
Ateneía Feijó e Engels Maciel.
* boa pesquisa e fácil leitura.
• O Mito da Cachaça Havana – Anísio Santiago
Roberto Carlos Moraes Santiago
* neto do mestre Anísio Santiago, o autor nos mostra toda a história da cachaça, e fatos inéditos sobre a célebre bebida produzida por seu avô.
• Cachaça – O mais Brasileiro dos Prazeres.
Jairo Martins da Silva
* bem completo e de fácil leitura
• Manual da Cachaça Artesanal
Eduardo Gravatá
* técnico e completo. Deve constar em qualquer biblioteca.
• A Revolta da Cachaça
Antonio Callado
* literatura brasileira de 1ª qualidade
• Cachaça
Mario Souto Maior
* este também é indispensável
• Dicionário Folclórico da Cachaça
Mario Souto Maior
* com prefácio de Carlos Drummond de Andrade este livro apresenta mais de 3.000 sinônimos para a cachaça, para o beberrão e para o ato de beber. Delicioso.
• Cachaça – A Bebida Brasileira
Erwin Weinmann
* acabamento primoroso. Parece um livro de arte. Mais um para ficar sobre a mesa. Porém não esqueça do conteúdo. Escrito por quem conhece.
• Cachaças: Bebendo e Aprendendo
Marcelo Câmara
* mais um livro indispensável. O primeiro bilingue no país.
• Cachaça
Paulo Falzoni
* formato de bolso. Para ter sempre a mão. É um guia com 50 marcas.
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segunda-feira, 14/07/2008
Tive o prazer de ser convidado para comandar a degustação que foi realizada para a imprensa no lançamento da Ypióca 160. É gratificante ver uma empresa com mais de 160 anos de história manter-se na vanguarda do mercado lançando produtos pioneiros como a Ypióca 160, uma iniciativa inédita no mercado, pois apesar de termos vários produtos que misturam outros ingredientes com a cachaça, normalmente frutas ou mel, nenhum outro possui o conceito e a sofisticação de um produto composto com maltes importados.
Quando fui apresentado à Ypióca 160 minha primeira reação foi de surpresa, e confesso que um pouco de desconfiança, mas bastou me apresentarem a garrafa que as dúvidas foram se esvaindo. A garrafa preta com letras douradas se impõe, transmite a sofisticação que uma cachaça premium exige.
Para fazer a prova, optei por consumir a bebida gelada, como recomenda o produtor, afinal ninguém melhor que ele para saber como tirar o máximo deste néctar. Minha primeira impressão foi de uma aguardente fina, transparente, com uma bonita cor amarelo ouro. Seus aromas amadeirados lembram o chocolate, a avelã e um pouco de vinho do porto. Seu sabor frutado remete para reminiscências de bolo inglês com toques de nozes e tabaco seco, o que é característico dos melhores maltes escoceses.
Só me resta deixar os parabéns pelo excelente produto e pelo pioneirismo na produção de uma cachaça que tem qualidade e atributos para agradar até os mais radicais adeptos do uísque. Eu gostei.
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terça-feira, 08/07/2008
Ontem foi oficialmente aberta em São Paulo mais uma franquia da famosa La Casa del Habano, loja oficial da Habanos S.A., único produtor de charutos em Cuba. O Café Journal, tradicional bar e restaurante da região de Moema, é o responsável por este empreendimento anexo ao restaurante, que passa a ser uma das únicas opções na cidade de São Paulo onde os apreciadores de charutos podem fumar tranquilamente sem se preocupar com a perseguição antitabagista proposta pela prefeitura.
O ambiente totalmente climatizado para evitar a contaminação da áreas destinadas aos clientes não fumantes, fica anexa ao Café Journal e possui bar, lounge, um agradável jardim e “lockers” climatizados que podem ser locados pelos cliente para guardar seu puros.

Os puros são outra questão. Armazenados em uma sala climatizada, com controle de umidade e temperatura, são mais de 50 opções de 11 marcas diferentes, todas da ilha de Fidel. São 450 m² em quatro ambientes: o salão destinado a não fumantes, o salão do bar, a adega – com seu mais de 700 rótulos – e a Casa del Habano, para os amantes de um bom puro.
Para acompanhar os charutos podemos contar com qualquer item do cardápio do Café Journal, dos pratos aos vinhos. Só me resta reclamar por mais opções quando o assunto é a cachaça.
Parabéns ao Denis Resende pelo novo espaço e boa fumaça a todos.
Café Journal / La Casa Del Habano
Al. dos Anapurus, 1121 – Moema
(11) 5055-9454
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sexta-feira, 04/07/2008
Resolvi escrever este post por que é sexta-feira, e sei que como eu, alguns de vocês gostam de pilotar o fogão aos finais de semana. Esta receita saiu no Paladar de ontem (3 de julho) e achei interessante pois a cachaça aparece de uma forma diferente da que estamos acostumados a ter nas receitas tradicionais. Ela não entra no molho e tão pouco para flambar alguma coisa. Ela entra quase que como um elemento decorativo do prato, sob a forma de “espuma de caipirinha”.
Clique na imagem e abra o pdf da receita. Bom apetite!

P.S.: Se alguém se aventurar a preparar este prato, por favor comente o resultado. Obrigado.
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quinta-feira, 03/07/2008
Uma da coisas que mais gosto de fazer quando vou tomar uma boa cachaça é acompanhá-la com um cerveja artesanal, nacional ou importada, principalmente com as mais encorpadas. Red Ales, Porters, Indias e Stouts vão muito bem com uma pinga de alambique – seja ela envelhecida ou não, a harmonização depende dos acomapnhamentos e de sua preferência, é claro.
Pois eis a boa noticia que lí hoje no caderno Paladar (clique na imagem ao lado): a Baden Baden está lançando um cerveja Tripel. Seguindo o estilo belga, ela é a mais forte cerveja nacional (14% vol) e terá uma edição limitada de 2.500 garrafas, por isso o preço elevado, entre R$ 60 e R$ 70.
Junto com a Triple, a Baden lança também uma Weiss, com 5,2% Vol, que também deve fazer juz ao sobrenome.
Um brinde! E, cuidado com o bafometro!
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terça-feira, 01/07/2008
Há quase dois meses atrás rolou no site Blue Bus (www.bluebus.com.br) uma série de posts sobre esta campanha de lançamento da Cachaça Cabana no mercado norte-americano – leia AQUI com links para todas a mensagens – onde fui um dos que escreveram lamentando o conteúdo sexual e preconceituoso das peças.
Nesta semana a mesma polêmica chegou à “grande imprensa” através de uma matéria na revista IstoÉ Dinheiro – LEIA AQUI – que destaca o alto teor sexual da campanha. Tentam justificar que hoje nos EUA é comum anúncios com conteúdo sexual para vender bebidas e charutos, por exemplo. “… o Brasil é famoso pela beleza e sensualidade de suas mulheres e agora pela sua cachaça. Então por que não unir estas características em uma campanha de muito bom gosto?”, diz o produtor.

O bom gosto é questionável, mas é fato que os fabricantes de bebidas como vodca, rum e cognac utilizam cada vez mais o sexo para vender o seu produto, o mesmo acontece para os charutos, é só abrir uma página da Cigar Aficionado e ver alguns exemplos.
Estranho é ninguém me passar maiores informações sobre a bebida além do que está no site (www.cabanacachaca.com). Só descobri por conta própria é que ela é produzida no interior de São Paulo.
De qualquer maneira, este é mais um exemplo de como a cachaça está invadindo o mercado americano, e diferentemente do que ocorreu na Europa onde a iniciativa em desbravar o mercado foi de alguns produtores nacionais, nos Estados Unidos as marcas em lançamento são empreendimentos de empresários americanos que viram na cachaça e no verão americano uma ótima oportunidade de negócios. Será que nenhum brasileiro tem essa mesma visão? Alguém se habilita?

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