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Arquivos em ago/2008

The San Francisco World Spirits Competition 2008

quarta-feira, 20/08/2008

Ontem, revisando alguns emails achei uma notícia já um pouco antiga, de abril, que inexplicavelmente deixei passar sem publicar aqui. É sobre a competição anual de bebidas destiladas de São Francisco 2008 (The San Francisco World Spirits Competition 2008). A competição aconteceu no tradicional Mandarin Oriental Hotel, em São Francisco, Califórnia, nos dias 15 e 16 de março. Mais de 800 marcas de 63 países participaram, o que torna esta competição a maior das Américas.

Weber Haus Silver

As surpresas desta edição são a ausência das grandes aguardentes industriais como 51 e Pitú, a presença cada vez maior das cachaças artesanais como a Água Luca, Cuca Fresca e Weber Haus Silver, que merecidamente ganhou o prêmio “Best in Show – White”, ou seja, foi eleita a melhor bebida na categoria de “destilados brancos” dentre todos os participantes da competição, concorrendo com rums, vodkas, grappas e outros destilados, merecendo o reconhecimento especial do júri juntamente com o Highland Park 12 year old Single Malt Scotch – Best in Show Whiskey; o Loujan 1979 Armagnac – Best in Show Brandy; e o Domaine de Canton Ginger Liqueur – Best in Show Liqueur.

Mais uma vez vou citar e chamar a atenção dos produtores e distribuidores para o espaço que a cachaça vem adquirindo no mercado americano. Espaço este que não está sendo devidamente ocupado uma vez que ainda é extremamente difícil encontrar boas cachaças em bares, restaurantes e “liquor stores” em solo norte-americano.

Abaixo segue uma relação completa da categoria “White Spirits – Cachaça”.

The San Francisco World Spirits Competition 2008 – White – Cachaça:
- Double Gold Medal: Best of Show – White Spirits, Weber Haus Silver Cachaça, Brazil [40%]
– Double Gold Medal: Cuca Fresca Cachaça, Brazil [40%]
– Double Gold Medal: Bossa Cachaça, Rio de Janeiro, Brazil [40%]
– Gold Medal: Água Luca Cachaça, Brazil [40%]
– Gold Medal: Leblon Cachaça, Brazil [40%]
– Gold Medal: Fulô 1827 Cachaça, Brazil [40%]
– Silver Medal: Cachaça 21 Cachaça, São Paulo, Brazil [40%]
– Silver Medal: Dona Carolina Cachaça, Brazil [40%]
– Silver Medal: Moleca Silver Cachaça, Rio de Janeiro, Brazil [40%]
– Silver Medal: Ypióca Cachaça Ouro, Brazil [39%]
– Silver Medal: Ypióca Cachaça Prata, Brazil [39%]
– Silver Medal: Cuca Fresca Pura Gold Cachaça, Brazil [40%]
– Silver Medal: Guapiara Cachaça, Prata, Brazil [40%]
– Silver Medal: Sagatiba Cachaça, São Paulo, Brazil [40%]
– Bronze Medal: Moleca Gold Cachaça, Rio de Janeiro, Brazil [40%]

Cachaças + Gastronomia

terça-feira, 12/08/2008

Sexta passada fui convidado para conhecer o cardápio harmonizado de cachaças Fulô e entradas a base de frutos do mar criado pela competente chef Bella Masano, do restaurante Amadeus, em São Paulo. Posso dizer sem nenhuma dúvida que foi uma noite mágica, e que fiquei muito feliz em ver a cachaça tratada como merece, uma bebida sofisticada, sem frescuras e digna de frequentar as melhores rodas gastronômicas. Ponto para a Diageo, que percebeu essa característica e está promovendo ações para introduzir a cachaça para um público de formadores de opinião.

Outra coisa que me deixou contente foi conhecer o Vicente Bastos Ribeiro, mestre cachaceiro das cachaças Fulô, que além de saber o que faz, é uma pessoa muito agradável e simpática. Conversamos um pouco e se pudéssemos teríamos entrado a madrugada falando sobre cachaça, mercado, harmonizações, etc, etc, etc.

O cardápio criado pela chef Bella Masano é digno de aplausos. É para se comer de joelhos. Pela primeira vez alguém conseguiu captar as características de cada uma das cachaças e criar entradas que harmonizaram à perfeição com as bebidas. A degustação começou pela caipirinha de Fulô Jequitibá com frutas cítricas – caju, limão-cravo e tahiti, tangerina e carambola, com o copo bordeado com pimenta piquin mexicana, que foi harmonizada com ostras frescas combinando o frescor das ostras com o cítrico das frutas. Depois passamos para o bolinho de bacalhau com cachaça Nega Fulô, combinação que dispensa maiores comentários, clássica e com os bolinhos bem equilibrados com a aguardente envelhecida em carvalho.

A terceira entrada foi um Ceviche de Robalo com Fulô Jequitibá. Neste prato a utlização de brotos de coentro, faz sua presença mais sutil, o que combinado com a pungência do álcool, ressalta os sabores cítricos – do ceviche e da cachaça.

Seguiu-se o jantar composto por 2 pratos: Camarão gigante, aspargos e cogumelos braseados com azeites aromatizados, e Rã ao parmesão com ervilhas frescas, ambos acompanhados por vinhos Navarro Correas, um Sauvignon Blac e outro Malbec, respectivamente.

Como sobremesa a chef criou um Brownie recheado com geléia de damascos, coberto com lascas de chocolate e da própria fruta, que foi acompanhado da Fulô Pau-Brasil. Desta vez as característivas exóticas desta cachaça, combinaram magnificamente com o sabor do damasco, fazendo um ótimo contraponto ao leve doce do brownie. O sabor levente amargo – lembrando os melhores “bitters” – e picante da Fulô Pau-Brasil mostrou-se perfeito para acompanhar sobremesas. Porém, não é uma bebida simples, quando degustada pura mostra um personalidade forte, recomendada para “iniciados”.

Para finalizar a noite, fomos presenteados – a pedido do Vicente – com uma degustação cega de cafés,  todos Nespresso, que também combinaram perfeitamente com a Nêga Fulô. Amém.

Para vocês fica somente um conselho: CORRAM! pois só vai até o dia 15!

Fulô no Amadeus, por Bella Masano
De 08 a 15 de agosto
Endereço: Rua Haddock Lobo, 807
Telefone para reservas: (11)3061-2859

- Degustação de três entradas com cachaças Fulô (R$ 60,00):
Ostras frescas com caipirinha de Fulô Jequitibá
Bolinhos de Bacalhau com Nêga Fulô
Ceviche de Robalo com Fulô Jequitibá

Brownie com sotaque austríaco com Fulô Pau-Brasil (R$ 28,00)

Dia do Garçom

segunda-feira, 11/08/2008

Hoje, 11 de agosto, é Dia do Garçom. Só me cabe prestar uma singela homenagem à este profissional que nos serve, nos escuta, ouve reclamações, quebra galhos, enfim, torna nossa vida mais cômoda e agradável.

À você que é chamado de garçom, chefia, companheiro, amigo, camarada, e, às vezes até de “psiu”, meus parabéns e meu muito obrigado.

FELIZ DIA DOS GARÇONS !

Irlandesas Graças a Deus!

quinta-feira, 07/08/2008

Chega esta semana ao mercado, os packs especiais do “Clã Guinness” – familia de cervejas irlandesas importadas e distribuidas pela Diageo. Os tais packs são embalagens especiais com 2 long necks e 1 copo específico para cada um dos tipos das cervejas, exceto o da Guinness que vem com 1 das famosas latas de 440 ml.

São 3 cervejas bem diferentes: a Guinness é uma stout, a Kilkenny é uma red ale e a Harp uma lager. As 3 são boas pedidas para acompanhar uma boa cachacinha. Na minha opinião prefiro a red ale, pois acredito que a Guinness (stout) devido ao seu amargor pronunciado vai brigar um pouco com algumas cachaças, mas isso é questão de gosto.

Cachaça Cabana – Finalmente!

terça-feira, 05/08/2008

Hoje recebi o novo exemplar da revista Polo Life (nº27) e fiquei bastante surpreso ao ver uma página de anúncio da Cachaça Cabana – é, um anúncio daquela série polêmica que já deu bastante pano para a manga. Só para informar ao desavisados, a Cachaça Cabana fez nos Estados Unidos uma série de anúncios onde a figura central é uma mulher, nua, em pose sexy, acompanhada de uma garrafa da cachaça.

Descobri algumas informações:

  • a cachaça é produzida e engarrafada em Jaguariúna / SP – bom sinal uma vez que a região do circuito das águas produz excelentes aguardentes;
  • é uma cachaça bi-destilada em alambiques de cobre, e que é armazenada em tonéis de jequitibá – o que deve deixá-la bem suave;
  • O preço ao consumidor ainda não está definido. Nos Estados Unidos a garrafa é vendida por cerca de US$35,00 – o que é bem razoável para um produto premium;
  • No Brasil – por enquanto – ela é encontrada somente no Hotel Fasano;
  • 99% da produção é exportada;

Essas informações me foram enviadas pelo responsável pela Cachaça Cabana no Brasil. Fiquei de pegar uma amostra e mais detalhes sobre a produção. Prometo publicar assim que tiver tudo em mãos e feito a degustação.

Ave, Cachaça!

sexta-feira, 01/08/2008

Fui nesta quarta-feira (30/07) ao lançamento em São Paulo do livro Ave, Cachaça! e posso dizer que matei dois coelhos com uma só paulada. Primeiro pelo livro e pelo autor – uma simpatia e muito atencioso, segundo pelo bar Canto Madalena que ainda não conhecia.

O livro não trata diretamente sobre a bebida, a cachaça, sua produção, etc, etc, etc – seria mais do mesmo, mas sim da presença da cachaça na cultura popular através de uma coleção de rezas ou loas, “colhidas durante alguns anos em festas, encontros e bares mineiros, cariocas, paulistas e brasilienses. A tradição popular de reza de cachaça acha-se hoje em extinção, e as poucas rezas existentes com freqüência fundem formas clássicas de décadas e séculos passados com influências urbanas contemporâneas” – diz o autor. Livros assim são raros hoje em dia.

O bar também me surpreendeu. Aconchegante, dá a impressão de estarmos na sala de estar de casa. No quesito cachaça também não deixou a desejar, apresentando uma carta de cachaças bastante variada com algumas cachaças que fogem do que normalmente vemos em bares e cachaçarias da cidade. Exemplares como a Maria Isabel (Parati/RJ) e Du Botti (Belmiro Braga/MG) – a duas que experimentei – são presenças raras nos cardápios paulistas.

Fica aqui a recomendação do livro e do bar. Amém!

P.S.: antes que alguém fale alguma coisa, eu estava a pé!