Arquivos em nov/2008
quinta-feira, 27/11/2008
Essa é mais uma informação que interessa mais aos produtores. No jornal O Estado de São Paulo de ontem (26/11) sai uma materia sobre o ganho de produtividade que agricultores que plantam cana, laranja e café, estão obtendo com a utilização de uma tecnologia chamada fertirrigação.
Segundo a matéria, uma lavoura de cana-de-açúcar pode chegar a produzir com essa tecnologia 156 toneladas/hectare, 42% a mais do que a média de produtividade de uma lavoura convencional. E isso sem a utlização de fertilizantes, o que para a produção de cachaça artesanal (orgânica ou não) é muito interessante. Outro ponto destacado é que com essa tecnologia, a renovação do canavial será feita em 18 anos, contra 8 anos em média na lavoura tradicional, aumentando consideravelmente a longevidade do canavial.
Clique aqui ou na imagem ao lado para ver a página com a matéria (pdf).
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quarta-feira, 12/11/2008
O Clube Mineiro da Cachaça divulgou hoje o resultado de uma pesquisa onde foram eleitas as 50 cachaças preferidas do apreciadores da boa cachaça mineira.
Abaixo a nota de divulgação. Obrigado ao Roberto de Moraes Santiago pelo envio.
AS PREFERIDAS DE MINAS
Após 50 dias de consulta aos seus 1.800 associados e a 2.500 personalidades diversas do “Mundo da Cachaça”, de Minas Gerais e de outros estados, o Clube Mineiro da Cachaça apresenta, pela segunda vez, a relação das 50 Cachaças Preferidas de Minas.
Foram apuradas, no total, 2.084 indicações. O Clube se limitou a relacionar, por ordem alfabética, as cachaças mais lembradas por este grupo seleto de apreciadores e conhecedores da cachaça mineira.
Não foi feita por parte do Clube qualquer avaliação de mérito quanto à qualidade das cachaças indicadas. Nosso objetivo, conforme informado desde o início, foi identificar as marcas mais lembradas ou, ainda, a “cachaça do coração” de cada um.
As cachaças não foram “ranqueadas” e foram excluídas as cachaças com menor número de indicações.
O Clube Mineiro da Cachaça sabe que, além das cachaças mais lembradas, apresentadas a seguir, um grande número de outras marcas, de excelente qualidade, ficou de fora da relação, simplesmente por não terem sido indicadas neste levantamento ou por constarem com menos de 8 indicações. Em outubro/novembro de 2009, faremos uma nova pesquisa.
| CACHAÇA |
CIDADE |
CACHAÇA |
CIDADE |
| Acuruy |
Itabirito |
Havana |
Salinas |
| Água da Bica |
Brumadinho |
Indiana |
Salinas |
| Áurea Custódio |
R. das Neves |
Isaura |
Jequitibá |
| Asa Branca |
Salinas |
Januária |
Januária |
| Bandarra |
Salinas |
Lua Cheia |
Salinas |
| Beija Flor |
Salinas |
Mandacaru |
João Pinheiro |
| Bendita |
Cataguases |
Mel de Minas |
R. das Neves |
| Bodocó |
Betim |
Monte Alvão |
Itatiaiuçu |
| Bueno Brandão |
Bueno Brandão |
Pendão |
Itatiaiuçu |
| Cachaça do Serro |
Serro |
Prosa e Viola |
Morro da Graça |
| Canarinha |
Salinas |
Providência |
Laginha |
| Chico Mineiro |
Paineiras |
Rainha das Gerais |
Curvelo |
| Claudionor |
Januária |
Rainha do Vale |
Belo Vale |
| Clube Minas |
Lagoa Santa |
Roxinha |
Abaeté |
| Coluninha |
Coluna |
Sabor de Minas |
Salinas |
| Cristalina |
Buenópolis |
Salinas |
Salinas |
| Cristalina do Picão |
Martinho Campos |
Século XVIII |
Cel. Xavier Chaves |
| Dama de Ouro |
Araçuaí |
Segredo de Araxá |
Araxá |
| Diva |
Divinópolis |
Seleta |
Salinas |
| Dona Beja |
Araxá |
Serra Morena |
Belo Vale |
| Erva Doce |
Salinas |
Tabaroa |
Bichinho |
| Ferreira |
Engenheiro Navarro |
Vale Verde |
Vianópolis |
| Freguesia do Carmo |
Prata |
Velha Aroeira |
Viçosa |
| Germana |
Nova União |
Velha Motinha |
Januária |
| Gota de Minas |
Ouro Preto |
Velha Serrana |
Serro |
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segunda-feira, 10/11/2008
Foi na tarde de ontem, um tradicional domingão paulistano, que fui ao lançamento do 1º Clã Guinness Oyster Festival. Elaborado pelo chef Cassio Machado do restaurante Balneário das Pedras, em Pinheiros. O restaurante, tem um proposta moderna e parece saído das telas do filme Sex and The City, realmente é o ambiente que seria frequentado por Carrie Bradshaw e suas amigas.
A combinação entre ostras frescas e cerveja não chega a ser uma grande novidade, porém harmonizar cervejas tipo stout (Guinness), lager (Harp) e red ale (Kilkenny) com molhos diversos e ostras frescas, mostrou-se uma combinação muito feliz – para minha surpresa, devo confessar.
Acreditava que uma stout, encorpada e com amargor pronunciado, iria sobrepujar completamente o sabor delicado das ostras. Porém a cremosidade da cerveja harmonizou perfeitamente com o sabor de mar das ostras, destacando o frescor e a combinação com os molhos.
Dentre os molhos servidos posso destacar três: o de azeite com azeitonas, que combinou perfeitamente; o de azeite com pimenta rosa – a pimenta temperou um pouco a combinação ostra + cerveja; e o de azeite com alecrim – acredito que este dispensa maiores comentários, pois o alecrim – normalmente associado a carnes – casou muito bem com a proposta. A combinação negativa fico por conta da farofa de linguiça, que matou totalmente o sabor das ostras.
Isso tudo acompanhado por um tradicional pint de Guinness. Curioso para saber como fica uma red ale com ostras? Bem, faça seu teste e me conte aqui!
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sexta-feira, 07/11/2008
Sei que a automação da lavoura não é um dos fortes do mercado de cachaça artesanal, até porque o processo – como o proprio nome diz – é artesanal. Porém com o crescimento do mercado e o aumento dos volumes produzidos, torna-se necessário a implementação de algumas práticas mecanizadas que em nada prejudicam a qualidade final da cachaça.
Um dos setores em que a tecnologia já está presente há algum tempo é o de mudas e o desenvolvimento de espécies de cana-de-açúcar que vem a atender necessidades diferenciadas de cada produtor ou região.
Esta semana foi publicado que a Syngenta, empresa multi-nacional de produção de sementes e defensivos, desenvolveu uma tecnologia para o plantio da cana que diminui em mais de 80% o tamanho das mudas utilizadas para o plantio / replantio da lavoura. De comos com 30 ou 40 cm, passamos a ter uma única gema com apenas 4 cm!!! Isso realmente representa um ganho de qualidade e agilidade no processo – pelo menos em teoria – impressionante.
Juntamente com essa nova tecnologia, chamada Plene, apresentada inicialmente para usineiros, foi divulgado o desenvolvimento de novos equipamentos (plantadora) em parceria com a John Deere, tradicional fabricante de tratores.
Realmente não posso avaliar se esta tecnologia vai ser proveitosa para o mercado da cachaça, pelo menos para os produtores de cachaça artesanal, mas que reduzir o custo de plantio em mais de 15% chama a atenção de qualquer um, isso chama.
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domingo, 02/11/2008
Em sua coluna de hoje no Estadão, a Sonia Racy publicou uma nota que para a maioria dos leitores vai passar batido, mas para nós, cachaceiros de plantão, não podia passar em branco.
Segundo a nota, o jornal aussie Sunshine Coast Daily publicou que os primeiros colonizadores da Australia comemoraram a chegada em terra firme com cachaça, e não com rum, como ensina os livros de história da terra dos cangurus.
Vou pesquisar mais sobre o tema e prometo publicar qualquer novidade.
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